Fitoterápicos para menopausa: planta é ciência raiz 🌿

Descubra hábitos que potencializam o alívio dos sintomas da menopausa.

Existe uma conversa que rola em toda mesa de amigas que estão na menopausa: uma não pode fazer terapia hormonal, a outra pode e está pensando, a terceira faz e continua com sintomas, e todas querem saber o que mais existe por aí.

Essa vontade de encontrar outra abordagem é mais comum, e mais legítima, do que parece. Seja por contraindicação médica, por histórico de saúde, ou simplesmente porque você não sente que quer fazer terapia de reposição hormonal, a boa notícia é que existe, sim, um universo sério de alívio que não depende de reposição com hormônios sintéticos ou bioidênticos.

Hoje a gente reúne esse caminho: os fitoterápicos, as vitaminas e os minerais que agem em cada sintoma, com nome, dose e estudo publicado.

Fitoterápico é planta, mas com ficha técnica 📋

Vamos começar desmistificando algo gostoso: aquele chá que a amiga jura de pé junto que “resolve tudo” pode até ser uma delícia. Ninguém aqui vai desmerecer o carinho (e o gostinho) que tem uma xícara quentinha feita com amor. Só que fitoterápico de verdade é outra categoria, bem mais específica.

Um fitoterápico é um medicamento feito a partir de princípios ativos retirados de uma planta, com registro, dose definida e comprovação de efeito em estudo clínico. Na prática, o processo é assim: da planta se extrai o composto ativo, esse extrato passa por controle de qualidade até garantir sempre a mesma potência de lote a lote, e só então ele é testado em gente, em estudos clínicos, antes de virar tratamento recomendado. Antes disso vem laboratório e pesquisa pré-clínica: o estudo em pessoas é a formatura, não a matrícula.

Vale saber quem participou dessas pesquisas. Nos ativos para fogacho e sintomas climatéricos, foram mulheres na perimenopausa, na menopausa e no climatério. A nossa turma! Em alguns dos ativos para sono e cansaço, a pesquisa é com população geral, e a gente avisa quando for o caso.

Essa é a diferença entre tomar “alguma coisa de planta” e tomar exatamente a quantidade de um princípio ativo que já demonstrou efeito em pesquisa. Nem mais, nem menos.

Entender essa diferença é o primeiro passo para escolher com critério científico o que realmente vai te ajudar.

Existe uma ciência sólida para o caminho não hormonal

A terapia hormonal é, hoje, um dos tratamentos mais estudados para os fogachos da menopausa; isso a ciência confirma. Para quem não pode ou não quer seguir por esse caminho agora, existe também um corpo robusto de evidência sobre terapias não hormonais. Uma revisão publicada na Cleveland Clinic Journal of Medicine reúne justamente isso: um conjunto validado de opções, entre mudanças de estilo de vida e fitoterápicos específicos, para quando a terapia de reposição hormonal não é a escolha do momento.

Ciência com consciência é sempre o nome do jogo: quanto mais informação de qualidade, mais fácil é escolher o que realmente combina com você.

Trevo Vermelho e Amora Miúra: dois insumos para esfriar a noite

Se o fogacho e o suor noturno são os vilões da sua rotina, vale conhecer dois fitoterápicos que agem por caminhos diferentes. É aí que mora a beleza da combinação certa.

Trifolium pratense, ou trevo vermelho para os íntimos, é rico em isoflavonas, substâncias que se encaixam parcialmente no receptor de estrogênio do corpo, ajudando a segurar a intensidade e a frequência das ondas de calor. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada na revista Phytomedicine em 2017, reunindo diversos estudos sobre um extrato padronizado de trevo vermelho, encontrou redução consistente na frequência dos fogachos com o uso contínuo.

Já a folha da amora miúra, vinda da amoreira, trabalha por um mecanismo próprio, sem depender do receptor de estrogênio, e também demonstrou, em estudo clínico randomizado e controlado por placebo publicado no International Journal of Gynecology & Obstetrics, em 2020, aliviar sintomas climatéricos e melhorar a qualidade de vida de mulheres na menopausa.

Ou seja: são duas estratégias diferentes mirando o mesmo alvo. Por isso, muitas vezes uma combinação bem dosada faz mais sentido do que apostar em um ativo isolado.

Montar essa combinação é justamente o trabalho da Plataforma Oest Única.

Em vez de uma fórmula pronta igual para todas, ela cruza os seus sintomas com o seu histórico de saúde e junta fitoterápicos, vitaminas e minerais na sua dose, com revisão de uma farmacêutica.

Adaptógenos: o "gerente de estresse" que seu corpo está pedindo

Se você sente que qualquer contratempo hoje em dia vira um terremoto emocional, não é força de expressão: o corpo na menopausa perde parte da sua blindagem contra o estresse, porque o estrogênio também atua regulando seu eixo hormonal.
É aqui que entram os adaptógenos, um grupo de fitoterápicos com uma característica em comum: ajudam o organismo a se adaptar melhor a situações de tensão física e mental.

Rhodiola rosea é um dos adaptógenos mais estudados para fadiga: uma revisão sistemática publicada no BMC Complementary and Alternative Medicine mostrou benefício consistente no combate ao cansaço físico e mental.

Ashwagandha tem estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, publicado no Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, em 2021, mostrando melhora de sintomas climatéricos (incluindo ansiedade e qualidade do sono) em mulheres na perimenopausa que usaram um extrato padronizado da raiz.

O Mulungu, planta brasileira, entra como aliado do relaxamento e do sono, com efeito calmante bem descrito na literatura farmacológica nacional.

Esses ativos dão ao corpo o suporte que ele precisa para não entrar em alerta máximo por qualquer coisinha, trabalhando lado a lado com os hábitos de estilo de vida.

Vitaminas e minerais: os coadjuvantes que também merecem palco

Boa parte do desconforto da menopausa também tem relação com a queda de alguns nutrientes-chave, e é por isso que vitaminas e minerais entram como parte da mesma estratégia não hormonal:

Vitamina B6 e magnésio: essenciais na regulação de neurotransmissores ligados ao humor, ajudando a segurar a irritabilidade.
Zinco: fundamental para o sistema imunológico e para a saúde da pele, dos cabelos e das unhas, áreas que costumam sofrer junto com a queda hormonal.

Magnésio L-treonato: é a forma do magnésio com visto para o cérebro, porque atravessa a barreira que as outras não atravessam.

Vitamina B12: quando ela cai, o cansaço chega e traz a névoa mental de carona.
Vale checar seus níveis com seu médico.

Cada corpo pede uma combinação diferente

Aqui vai o ponto mais importante: fitoterápico certo depende inteiramente de quais sintomas você sente, com que intensidade, e do seu histórico de saúde. Trevo vermelho é maravilhoso para fogacho, mas não faz nada para o ressecamento vaginal; ashwagandha é ótima para ansiedade, mas não é ela quem vai esfriar o calorão. Por isso, mais do que “tomar fitoterápico”, o que realmente muda o jogo é a combinação certa, na dose certa, para o seu corpo.

É exatamente esse o papel da Plataforma Oest Única: ela combina fitoterápicos, vitaminas e minerais de forma 100% personalizada, a partir de um questionário sobre os seus sintomas e seu histórico de saúde, com toda combinação revisada por uma farmacêutica antes de chegar até você.

Quer descobrir qual combinação de fitoterápicos, vitaminas e minerais faz sentido para os seus sintomas? Clique e responda ao questionário da Plataforma Oest Única.

É rápido, sigiloso, e o primeiro passo para um cuidado feito sob medida para o seu corpo.

Referências:

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